quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dica para a Virada Cultural 2009

Bar do Beto na Virada Cultural 2009 - 02/05 (Próximo Sábado)


O Bar do Beto está presente na agenda da Virada Cultural 2009, que se realizará no próximo sábado (02/05).

A partir das 20h iniciaremos uma linda Roda de Samba, inspirada nas grandes obras dos compositores: Paulinho da Viola, Zé Kéti, Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, João Nogueira, Candeia, Monarco, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Nei Lopes, Paulo Vanzolini, Ataufo Alves, Paulo César Pinheiro, Clara Nunes, Ismael Silva, Moreira da Silva, Chico Buarque, Adoniran Barbosa e Geraldo Filme, entre outros.

Local: Bar do Beto - Beltiquim Cultural
Rua Coronel Ferreira Leal, nº. 98 - Jardim Bonfiglioli - Butantã.
(Muito fácil de chegar: é a primeira travessa da Heitor Antônio Eiras Garcia, bem próximo à Corifeu de Azevedo Marques.)

Mapinha do local: pé na jaca aqui.

Contato: betobarcultural@gmail.com

Agradecemos pelo carinho!!!

Um Abração,
Beto e Lu.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Até Quando?



(Gabriel o Pensador, Itaal Shur, Tiago Mocotó)

Não adianta olhar por céu, com muita fé e pouca luta.
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer, e muita greve
Você pode, você deve, pode crer.
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver.
Se liga aí que te botaram numa cruz
E só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer.

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média).
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura!
Até quando você vai ficando mudo?
Muda, que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente?
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente.
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante,
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante.
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo?
Você, que é inocente, foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia matou o estudante,
Falou que era bandido, chamou de traficante.
A justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado...
... e absolveu os PMs de Vigário!

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
A programação existe pra manter você na frente,
na frente da TV, que é pra te entreter,
Que é pra você não ver que o programado é você!

Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar.
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar.
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá.

Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar.

Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não!!

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda, a gente anda pra frente.
E quando a gente manda, ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura.
Na mudança de postura, a gente fica mais seguro.
Na mudança do presente, a gente molda o futuro.

Até quando você vai ficar levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bom final de semana!



GRAVATA COLORIDA
(Solano Trindade)

Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sentado à beira do caminho



(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

Eu não posso mais ficar aqui a esperar
Que um dia de repente você volte para mim.
Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim.

Meu olhar se perde na poeira dessa estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de você ainda existe...
Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança
De ao menos ver de perto o seu olhar que eu trago na lembrança...

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...


Vem a chuva, molha o meu rosto, e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com o meu pranto...
Olho prá mim mesmo e procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança à beira de uma estrada...

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...


Carros, caminhões, poeira, estrada, tudo, tudo - tudo se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha e vê que eu estou morrendo lentamente...
Só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira por você sentado à beira do caminho.

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo.

domingo, 12 de abril de 2009

Chag Pessach Sameach!! Boa Páscoa!!

"Ele veio correndo, avisar que o faraó, em meio às dores do luto, permitira que eles fossem embora. E assim fizeram. Naquela noite não houve tempo para o pão crescer, fizeram-no sem fermento. Saíram logo em seguida, aquela multidão imensa. Estavam próximos do mar quando souberam que o faraó revogara a ordem e mandara tropas em seu encalço. Não havia tempo para circundar o mar, e sabiam que só os homens muito extraordinários andavam sobre as águas, e este era um povo de gente comum, escravos. Mas a sede de liberdade é capaz de milagres: o mar se dividiu, e eles passaram. Apenas 40 anos depois, quando toda a geração que havia sido escrava tinha morrido, chegaram àquela que chamavam de terra prometida.

Ele veio correndo, dizer que tiraram a pedra diante do túmulo. Havia três dias que mataram o seu líder. E agora o túmulo estava vazio. O que fazer, pensava ele, enquanto corria. O que fazer? As coisas seguiriam outro rumo, mal sabia ele que iria para Roma, e lá ele teria uma morte igual à do seu líder. Também não sabia que era uma rocha. Mas seu nome era pedra. Era pobre, um pescador apenas, sobrevivendo naquela que tinha sido a terra prometida aos seus ancestrais 15 séculos antes. Uma terra ocupada por uma nação estrangeira, à qual se aliara a elite local. As coisas tomariam um rumo inusitado, e vinte séculos depois Roma seria importante por sua história e por conter aquele que seria chamado de seu trono. Mas, naquele momento, ele não sabia o que fazer.

Ele veio correndo, tomado pelo pânico. Era noite, e ele corria, aterrorizado. Haviam entrado em sua casa, matado toda sua família, ele caíra debaixo da cama e, por milagre, escapara ileso. Os homens saíram chutando as coisas e os mortos, e logo depois ele escapara, e corria, corria, corria, sem saber para onde, com os olhos arregalados, lágrimas escorrendo. Ainda nem conseguia pensar no que se seguiria em sua vida, que, com certeza, muito mudaria. Fizera uma travessia, e não sabia disso ainda. Quem era ele? muitos, com certeza. Tinha sete anos. Era um judeu de Varsóvia, em 1941. Era um vietnamita, em 1971. Era um cambojano, em 1978. Era um muçulmano xiita de Sabra e Chatila. Era um muçulmano sunita da Faixa de Gaza. Era um iraquiano em 2004. Era um tutsi de Ruanda. Era um zulu na África do Sul em 1978. Era um colombiano em 1998. Era um garoto do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Era um garoto do Jardim Ângela, em São Paulo.

Pessach, de onde vem a palavra páscoa, quer dizer passagem. Mas muitos acham que Páscoa quer dizer apenas chocolate."
O. Züge

domingo, 5 de abril de 2009

Frases úteis para combater o stress no trabalho



Aê, pessoal.

Abaixo estão listadas algumas frases que podem ajudar a combater este mal tão familiar no seu trabalho: o stress.


No Lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se vai ser possível.

No Lugar de: TÔ CAGANDO E ANDANDO.
Usar: Não vejo razão para preocupações.

No Lugar de: MAS QUE PORRA EU TENHO A VER COM ESSA MERDA?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.

No Lugar de: CARALHO!
Usar: Muito interessante!

No Lugar de: FODA-SE. NÃO VAI DAR NEM A PAU.
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização desta tarefa.

No Lugar de: PUTA MERDA! VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.

No Lugar de: E NA BUNDINHA? NUM VAI NADA?
Usar: Sim, eu posso trabalhar até mais tarde.

No Lugar de: ESSE CARA É UM BOSTA. SÓ FAZ MERDA.
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.

No Lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU.
Usar: Desculpe.

No Lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU, SEU VIADO!
Usar: Desculpe, senhor.

No Lugar de: BANDO DE FILHOS DA PUTA QUE SÓ SABEM DAR O CÚ!
Usar: A Matriz não ficou satisfeita com o resultado da equipe.

No Lugar de: FODA-SE. SE VIRA, CARALHO.
Usar: Infelizmente, eu não posso ajudar.

No Lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO.
Usar: Adoro desafios.

No Lugar de: AH. FINALMENTE DEU PRO CHEFE?
Usar: Finalmente reconheceram sua competência.

No Lugar de: ENFIA ESSA MERDA NO CÚ.
Usar: Está muito bom. Mas, por favor, refaça essa parte do trabalho.

No Lugar de: AH! SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO.
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.

No Lugar de: ESSA MERDA TÁ INDO PRO BURACO.
Usar: Os índices de produtividade da empresa estão apresentando uma queda sensível.

No Lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ.
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.

No Lugar de: EU SABIA QUE IA DAR MERDA.
Usar: Desculpe. Eu poderia ter avisado, se fosse consultado.

No Lugar de: Ô CACETE!! VAI SAIR CAGADA DE NOVO!
Usar: Apesar do esforço, teremos outra não-conformidade.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Deus me proteja



(Chico César e Dominguinhos)

Deus me proteja de mim
E da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe, guarde
Ilumine e zele assim.

Caminho se conhece andando
Então vez em quando
É bom se perder
Perdido fica perguntando
Vai só procurando
E acha sem saber

Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído e espalhar bem-querer.

Chico César - Deus me proteja
=> para baixar, pé na jaca aqui!!

sábado, 28 de março de 2009

Travessia

(Milton Nascimento / Fernando Brant)

Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito, hoje tenho que chorar.
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho pra falar.

Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar.

Vou seguindo pela vida, me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver.
Vou querer amar de novo, e se não der não vou sofrer.
Já não sonho: hoje faço com meu braço o meu viver.

Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar.


* dedicado a alguém muito especial, que mal chegou a existir, mas nunca vou esquecer.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O prédio está em fezes


Relato aqui um drama verídico que os alunos, funcionários e professores da FAU têm vivido nos últimos 15 dias.
Tudo bem, que estamos em uma Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Tudo bem, que o projeto de paisagismo da FAU deve ser, por uma questão de brios acadêmicos, o melhor da Universidade. (Isso quer dizer: o nosso jardim deve, a priori, ser o mais bonito de todos os jardins da USP).
Mas por que cazzo não fizeram essa reforma do jardim nas férias, quando não tinha ninguém circulando pelo prédio??!?
Porque nos últimos dias temos convivido com um fedô insuportável de adubo, cheiro de rato morto misturado com queijo podre. Todo mundo está sendo obrigado a andar com a respiração presa, com a mão no nariz, com a camiseta na cara. Tem até aluno de máscara cirúrgica, e funcionários com crise alérgica (eu inclusa).
Isso me lembrou um causo que meu pai contava, quando eu era criança. Uma vez, quando ele ainda era menino lá na Bahia, o cano de esgoto da escola estourou. Foi merda pra tudo quanto é lado. Felizmente, a diretora da escola teve uma idéia brilhante: pegou a sineta que era tocada para anunciar o recreio, e saiu gritando pelos corredores: "Não haverá aula!! não haverá aula!! o prédio está em fezes!!!" (detalhe para a voz do meu pai imitando a tiazinha).
Bom... só sei dizer que tá difícil, gente. Esperamos, pelo menos, que o jardim fique bonito!!
Lady Lu

quarta-feira, 25 de março de 2009

Oração para ser uma velhinha legal



Ó Senhor,
Tu sabes, melhor do que eu, que estou envelhecendo a cada dia.
Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.
Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.
Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei, e que penso ser uma lástima não passar adiante.
Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos... quando não há intromissão na vida deles.
Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias, e dá-me asas para voar diretamente ao ponto que interessa.
Não me permita falar mal de alguém.
Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças... Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa.
Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir muito. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência.
Ensina-me a maravilhosa sabedoria de perceber que posso estar errada em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.
Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: mantenha-me a mais amável possível.
Livrai-me de ser santa. É difícil conviver com santas !
Mas uma velha rabugenta, Senhor, é obra prima do diabo!
Me poupe!!!
Amém.

terça-feira, 10 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Mensagem enviada pela reitora da USP. Muito "água com açúcar", do tipo "bate e passa merthiolate depois". Mas pelo menos alguém lembrou de nós nesse dia.

"Cara funcionária,

Muitos escritores já descreveram, em prosa e verso, a efervescência de emoções e sentimentos que compõem a maneira de ver e de sentir do gênero feminino, e, ao mesmo tempo, a disposição e a força que toda mulher tem para enfrentar os obstáculos que o dia-a-dia lhes impõe.

Nossa Universidade é privilegiada ao contar com essa inquietação de espírito que nos faz seguir em frente, buscando, sempre, conquistar e consolidar nosso espaço, como uma extensão de nossa casa e da sociedade em que vivemos.

Parabéns pela passagem de seu dia!"

terça-feira, 3 de março de 2009

Retrospectiva



E aí, p-p-p-pessoal!!

Hoje me deu saudade, e estive dando uma lida nos meus posts mais antigos. É incrível ver como minha vida mudou nos últimos quatro anos, mas também fico perplexa ao ver como algumas coisas nunca mudam.

Algumas coisas que eu escrevi em fevereiro de 2005 sobre minha vida profissional, por exemplo, podem ser consideradas atualíssimas (excetuando o fato de que eu não sou mais estagiária, e de que os alunos que eu atendo agora são muito mais legais).

Fico triste ao perceber que, apesar de já não ser mais uma mera bacharel em Letras pela U-S-P e já ter feito um monte de curso, mestrado e especialização, algumas pessoas ainda insistem em me tratar como privada, e me ignoram como se eu fosse transparente (rsrsrs).

Espero que um dia eu seja mais respeitada profissionalmente, mesmo sendo mulher, negra e "novinha demais" (acho que ninguém se ligou ainda que faltam 6 meses pra eu completar 30 anos).

Por falar em saudade, lembro com muito carinho da minha época de faculdade (1999-2004). Puxa vida, já faz 10 anos que eu fui bixete. Que saudade das baladas que eu curtia com minhas amigas Jacas, e da época em que eu morava na república com os meus amigos fefelechentos. E que saudade dos amigos que já se foram.

Mas são saudades positivas - e não de nostalgia ou arrependimento, porque tudo que vivi no passado (até mesmo as tristezas e burradas) foram coisas importantes que construíram a minha atual realidade. Agora tenho um novo amor e novos amigos, mas tudo que vivi permanecerá para sempre em meu coração.

Beijos para todos. E vamo enfiá o pé na jaca!!
Luciene
PS: ainda tenho acordado várias manhãs com o Olho de Thundera (rsrsrs)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pavão Misterioso



(Ednardo)

Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse teu voar
Ai, se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história eu tinha pra contar.

Pavão misterioso
Nessa cauda aberta em leque
Me guarda moleque
De eterno brincar
Me poupa do vexame
De morrer tão moço
Muita coisa ainda quero olhar.

Pavão misterioso
Pássaro formoso
No escuro dessa noite
Me ajuda a cantar
Derrama essas faíscas
Despeja esse trovão
Desmancha isso tudo, oh
Que não é certo não.

Pavão misterioso
Pássaro formoso
Um conde raivoso
Não tarda a chegar
Não temas minha donzela
Nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos
Mas não podem voar.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Paêbirú, o disco mais caro do Brasil

(Artigo: http://www.blogcronicas.com/)

Foi em 1974 que ocorreu a mais psicodélica incursão da música brasileira: o LP Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol, gravado por Lula Côrtes e Zé Ramalho nos estúdios Rozemblit.
A equipe de reportagem da Rolling Stone foi atrás deste “tesouro perdido” e contou, na edição de setembro de 2008, um dos mitos da história fonográfica brasileira.

Irônico é que o LP original de Paêbirú também tenha se convertido em achado arqueológico, 33 anos depois de seu lançamento e naufrágio na enchente que submergiu Recife, em 1975. Sua prensagem foi única: 1.300 cópias. Mil delas, literalmente, foram por água abaixo. A calamidade levou junto a fita máster do disco. Milagrosamente, salvaram-se 300 exemplares. Bem conservado, o vinil original de Paêbirú está atualmente avaliado em mais de R$ 4 mil. É o álbum mais caro da música brasileira. Em parâmetros monetários, desbanca, inclusive, o LP Louco por Você, de Roberto Carlos - avaliado na metade do preço.

A expedição no rastro dos mistérios e fábulas do disco se iniciou em Olinda, conforme conta o artista plástico Raul Córdula à Rolling Stone. Ele foi o guia da expedição de seus conterrâneos paraibanos e os levou ao município de Ingá do Bacamarte, localidade conhecida antigamente como Vila do Imperador. Acampados na caatinga sertaneja, de frente à Pedra do Ingá, Ramalho e Côrtes decidiram produzir um álbum conceitual. “As gravações na Pedra foram feitas com raio laser, simulamos com onomatopéias, ‘aves do céu’, ‘pássaros em vôo’ e adicionamos o berimbau, além do tricórdio”, conta Côrtes. A gama de instrumentos utilizados está descrita na ficha técnica do encarte. Efeitos de estúdio, nem pensar: “Só havia as pessoas, as vozes e instrumentos. Certos efeitos, como o rasgar da folha de um coqueiro, por exemplo, muitos pensaram serem eletrônicos”, observa.

Vale conferir.


Lula Côrtes e Zé Ramalho - Paêbirú, Caminho da Montanha do Sol

1. Terra - Trilha de Sumé
2. Terra - Culto à Terra
3. Terra - Bailado das Muscarias
4. Ar - Harpa dos Ares
5. Ar - Não Existe Molhado Igual ao Pranto
6. Ar - Omm
7. Fogo - Raga dos Raios
8. Fogo - Nas Paredes da Pedra Encantada
9. Fogo - Marácas de Fogo
10. Água - Louvação a Iemanjá
11. Água - Regato da Montanha
12. Água - Beira Mar
13. Água - Pedra Templo Animal
14. Água - Trilha de Sumé

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Novos Baianos - Acabou Chorare

Com vocês, Os Novos Baianos...

Baby Consuelo – vocal e percussão
Paulinho Boca de Cantor – vocal e percussão
Pepeu Gomes – guitarra, violão solo, craviola e arranjos
Moraes Moreira – vocal, violão base e arranjos
Dadi – baixo
Jorginho – bateria, bongô e cavaquinho.

O disco Acabou Chorare influenciou e inspirou muitos artistas. Os principais sucessos foram Preta, Pretinha e Acabou Chorare, muito executados nas rádios no ano de 1972.

O álbum foi colocado em 1º lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira da versão brasileira da revista Rolling Stone. É o melhor disco brasileiro de todos os tempos, na frente de grandes clássicos como Transa de Caetano Veloso, Expresso 2222 de Gilberto Gil e Chega de Saudade de João Gilberto.

Esse é para ouvir abraçadinho, com a pessoa que você mais ama. Curtam com carinho!!


Novos Baianos (1972) - Acabou Chorare

1. Brasil Pandeiro (Assis Valente)
2. Preta Pretinha (Galvão - Moraes Moreira)
3. Tinindo Trincando (Galvão - Moraes Moreira)
4. Swing de Campo Grande (Paulinho Boca de Cantor - Galvão - Moraes Moreira)
5. Acabou Chorare (Galvão - Moraes Moreira)
6. Mistério do Planeta (Galvão - Moraes Moreira)
7. A Menina Dança (Galvão - Moraes Moreira)
8. Besta é Tu (Galvão - Pepeu Gomes - Moraes Moreira)
9. Um Bilhete pra Didi (Galvão - Moraes Moreira)
10. Preta Pretinha (Galvão - Moraes Moreira)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O Cimo da Montanha



"Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. E entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a droga de Malabar, com que tomamos mais saboroso o nosso amor, e mais prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando- nos com abraços. - Minha boa Virgília! - Meu amor! - Tu és minha, não? - Tua, tua... E assim reatamos o fio da aventura, como a sultana Scheherazade o dos seus contos. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha, donde por algum tempo divisamos os vales de leste e de oeste, e por cima de nós o céu tranqüilo e azul. Repousado esse tempo, começamos a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer..."
(Machado de Assis)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rush - 2112



(Artigo: Fabricio Boppre - whiplash.net)

O trio canadense Rush gravou, ao longo de seus mais de 20 anos de carreira, vários excelentes discos. Se perdeu um pouco na metade da década de 80, gravando discos fracos (vide Grave Under Pressure e Presto), mas na década de 90 voltou a lançar ótimos albuns (como Counterparts e Test for Echo). Mas foi a primeira década de vida da banda que nos deu os melhores álbuns do grupo.
A banda começou com um estilo diferente do que viria a seguir: começou tocando um rock’n’roll básico nos dois primeiros discos, os excelentes Rush e Fly by Night, mas no terceiro álbum, Caress of Steel, começaram a mostrar que possuiam virtudes para fazeram algo mais complexo e inteligente do que o “básico” dos primeiros discos. E isso se deve principalmente a entrada do baterista Neil Peart, excelente letrista e um dos melhores bateristas do mundo. Os próximos álbuns já mostravam o Rush com seu estilo próprio, escrevendo músicas mais trabalhadas, maiores e subdivididas em partes, e, principalmente, com temas até então nunca usados na música. Entre 1975 e 1981 foram lançados os melhores discos do Rush, e, desses, um se destaca particularmente pelo seu conceito: 2112, que foi lançado em 1976.

O disco começa com a sensacional 2112, que tem mais de 20 minutos e é dividida em 7 partes. Nessa música, todos os integrantes da banda mostram do são capazes com seus respectivos instrumentos. Mas o que mais se destaca é a letra de Neil Peart. Nela, ele conta a história de uma sociedade futurística muito parecida com aquela descrita por Aldous Huxley em sua obra-prima Admirável Mundo Novo. É uma sociedade totalmente controlada por “Priests”, que monitoram e censuram todos os aspectos da vida de seus cidadões. Mas tudo muda para um cidadão em particular, no dia em que ele acha um objeto que o liberta (?) dessa vida alienada. A música pode ser vista como uma parábola, muito atual por sinal, e o objeto encontrado pode ser interpretado de diversas maneiras.

A primeira parte da música é instrumental, e é simplesmente arrebatadora, mostrando todo o poder da cozinha do trio canadense. Logo depois, a segunda parte entra com a enigmática citação “...And the meek shall inherit the Earth” (...e o humilde irá herdar a terra). Nessa parte, Geddy Lee canta agressivamente introduzindo na história os Priests. Na terceira parte, Geddy muda radicalmente os vocais para falar do personagem principal e sua descoberta. Na quarta parte, em um duelo incrível de vocais de Geddy contra ele mesmo (personagem principal contra Priests), os Priests esnobam e ficam bravos com o nosso herói e sua descoberta. “Forget about your silly whim, it doesn't fit the plan”, gritam os enraivecidos Priests. Na quinta parte, o personagem mostra-se confuso com tudo que está acontecendo e tem um sonho revelador. Na sexta parte, o personagem já tem consciência do horrível mundo em que vive e decide deixar-se morrer para se libertar. Destaque para a incrível interpretação de Geddy na hora da morte. Na última parte, os seres maravilhosos que apareceram no sonho do personagem voltam para retomar o controle do planeta.
Tudo se encaixa perfeitamente na música: os solos de guitarra de Alex Lifeson; o baixo, também a cargo de Geddy; a bateria incrível de Peart e principalmente os vocais de Geddy. E mesmo depois de passados mais de 20 anos da composição da música, Geddy continua cantando perfeitamente, talvez melhor ainda do que antes. Não tem mais a potência que tinha aos 20 anos, mas agora possui melhor controle de sua voz, o que faz a diferença nessa música. É só escutar a sua interpretação no recente disco ao vivo Different Stages.

Outras músicas que se destacam são: Tears, que é uma belíssima balada acústica, com teclados muito bem encaixados e uma levada bem triste. The Twilight Zone, uma faixa surpreendente, que muda de estilo e ritmo sem perder a coesão; destaque para os vocais sussurrados baixinhos junto a Geddy no refrão, que deixa a música com um estranho tom sobrenatural. Something for Nothing, uma porrada de primeira, uma das marcas registradas da banda. Completam ainda o álbum as excelentes Lessons e A Passage to Bangkok.

Enfim, um excelente álbum. A primeira música se destaca pela qualidade técnica e lírica, mas todas as outras músicas são excelentes, formando um belo conjunto e tornando o disco indispensável.

Rush: Neil Peart (beteria), Geddy Lee (baixo e vocal) e Alex Lifeson (guitarra).

Rush - 2112

1. 2112
I- Overture
II - Temples of Syrinx
III - Discovery
IV - Presentation
V - Oracle: The Dream
VI - Soliloquy
VII - The Grand Finale
2. A Passage To Bangkok
3. The Twilight Zone
4. Lessons
5. Tears
6. Something For Nothing

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Janis Joplin



(Artigo: Flaveus Neutralis - whiplash.net)


Janis Joplin foi muito mais do que a primeira artista branca a alcançar reconhecimento interpretando blues (reduto de músicos negros, principalmente quando consideradas artistas do sexo feminino). Foi também cantora de rock, dona de uma voz incomparável, e capaz de imprimir às músicas que cantava uma marca inconfundível de interpretação e sensualidade.

Nasceu em Port Arthur, Texas, em uma família humilde e conservadora que não aceitava facilmente o caminho que ela havia escolhido. Já na adolescência, cantava blues e folk inspirada por Bessie Smith, entre outras cantoras. Em 1966 se mudou para a Califórnia e juntou-se à banda Big Brother and The Holding Company. Em poucos meses, Joplin tirou a banda da obscuridade, logo assumindo sua liderança (a princípio havia sido chamada apenas para fazer backing vocals). Com esta banda, Janis Joplin gravou o álbum Big Brother And The Holding Company em 1967 e Cheap Trills (um de seus melhores) em 1968.

Em busca de mais liberdade de decisão nos rumos que sua carreira, tomava Joplin abandonou a banda Big Brother para formar a sua própria, The Kozmic Blues Band. Seu primeiro álbum como artista solo foi I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama. O resultado, porém, não foi tão bom quanto o esperado, pois embora a sua nova banda tivesse melhores músicos e melhores condições, não tinha a espontaneidade e sintonia que caracterizaram seus trabalhos anteriores.

Em busca da sonoridade mais simples e eficiente, Joplin reformou sua banda com o novo nome Full Tilt Boogie Band. As mudanças no estilo foram imensas - e para melhor - com uma sonoridade que destacava seu vocal que havia se desenvolvido sensivelmente.

Em meio às gravações do álbum Pearl, Janis foi encontrada morta, vítima de overdose de heroína e álcool, ainda com as marcas de agulhas nos braços. O álbum foi lançado com as faixas para as quais ela já havia gravado os vocais. Ironicamente, a música Mee and Bob McGee foi o maior sucesso de sua carreira, dois meses após a sua morte.

Janis Joplin - Greatest Hits

1. Piece Of My Heart
2. Summertime
3. Try (Just A Little Harder)
4. Cry Baby
5. Me And Bobby McGee
6. Down On Me
7. Get It While You Can
8. Bye, Bye Baby
9. Move Over
10. Ball And Chain

O Careta



(Roberto Carlos / Erasmo Carlos / Sebastião Braga)

Abro a camisa e encaro esse mundo de frente
Olho pra vida sem medo sabendo onde vou
Digo que não, que não quero
Passo batido, acelero
São outras coisas que mexem com a minha cabeça
Por isso esqueça.

Meu grande barato é o cheiro da brisa do mar
Me ligo na onda do rádio do meu coração
Viajo na luz das estrelas
Me sinto feliz só de vê-las
E fico contente de ser esse grande careta
Careta
Careta.

Droga! quem afinal é você
Que está se entregando e não vê
Que a vida oferece outras coisas?
Droga! Por tudo, por nada e por quê?
Nadar nessa praia pra quê?
Você não merece essas coisas.

Às vezes quem sabe de tudo tem mais pra saber
Que a porta tão larga na entrada se estreita depois.
E quando lá dentro se apaga
A luz da estrada perdida
É duro esmurrar as paredes buscando a saída
De volta pra vida.

Talvez você ache uma droga essas coisas que eu falo
Mas certas verdades nem sempre são fáceis de ouvir
Não custa pensar no que eu digo
Eu só quero ser seu amigo
Mas pense no grande barato de ser um careta
Careta
Careta.

Droga! quem afinal é você
Que está se entregando e não vê
Que a vida oferece outras coisas?
Cara! Por tudo, por nada e por quê?
Nadar nessa praia pra quê?
Você não merece essas coisas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Johnny Cash - Hurt

Esta é a versão de Johnny Cash para a música Hurt, composta por Trent Reznor (vocalista da banda Nine Inch Nails). Foi gravada em 2002 para o álbum American IV: The Man Comes Around.

O clipe de Hurt conquistou um grande destaque na mídia, inclusive recebendo os prêmios de melhor videoclipe no Grammy e no Country Music Awards, ambos em 2003. Também foi marcado não só por ser o último trabalho de Cash, mas também pela forte identificação da letra com a vida do cantor, que passou grande parte de sua carreira com problemas de dependência química.

Levando em conta que ele e sua amada June Carter (que também aparece no vídeo) morreram pouco tempo depois, o clipe de Hurt tem uma grande carga dramática e emocional. Resumindo, não tem como não chorar. :)

Curtam o som!!

Beijos
Luciene


Hurt
(Trent Reznor)

I hurt myself today
To see if i still feel.
I focus on the pain,
The only thing that's real.

The needle tears a hole;
The old familiar sting,
Try to kill it all away,
But I remember everything.

What have I become,
My sweetest friend?
Everyone I know,
Goes away in the end.
And you could have it all:
My empire of dirt,
I will let you down,
I will make you hurt.


I wear this crown of thorns
Upon my liars chair:
Full of broken thoughts,
I cannot repair.

Beneath the stains of time,
The feelings dissapear.
You are someone else,
I am still right here.

What have I become,
My sweetest friend?
Everyone I know,
Goes away in the end.
And you could have it all:
My empire of dirt,
I will let you down,
I will make you hurt.


If I could start again,
A million miles away,
I will keep myself,
I would find a way.